
|
|
 |
| |
Silvia e Carlos: A professora, a estagiária ou sei lá o quê!
“Tecnicamente não estou fazendo nada de errado, é perfeitamente claro que uma mulher tenha uma relação com um homem, afinal, não poderia haver toda a população humana se não fosse a permissão de um relacionamento desses. A biologia explica isso, a religião, a filosofia, enfim, uma mulher precisa se relacionar com um homem.”
- É, mas uma relação entre professora-aluno à sociedade não aceita.
“Quem você pensa que é para se interferir nos meus pensamentos?”
- Digamos que é o lado ético da sua consciência.
“Mas, mas... Eu não estou fazendo nada de errado... Apenas estou criando um vinculo afetivo com um jovem com quem discuti Derrida, Foucault, Barthes, Joyce, Proust... Um homem desses, que ainda seja hetero, não se deve deixar partir assim tão fácil...”.
- E você acha correto ter um caso com um aluno?
“Mas a diferença de idade não é tanta assim...”.
- Sim, claro, você é apenas uma estagiária, mas lembre-se que você está trabalhando em um dos colégios mais conservadores da cidade e a posição desta instituição pesa muito nas suas decisões...
Escrito por Adalton às 23h25
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
A respeito da relação de Silvia e Carlos
Silvia e Carlos não se amam verdadeiramente, nada daqueles sentimentos piegas, todas aquelas atitudes de ficarem grudentos, enchendo o saco daqueles que estão próximo, enfim, o fato é que eles não se amam. Isso é uma coisa que nem mesmo eles sabem, uma vez que sou o todo poderoso neste história e posso fazer o que bem entender com eles, na verdade, nada me impede de que um deles sofra um terrível acidente agora e toda história que havia planejado desça ralo a baixo.
- Sinto muito, ela acaba de falecer...
Tá, mas não farei isso não, pois muitos daqueles que adoram as minhas histórias - ainda não consigo entender como eles aguentam tanta baboseira que escrevo - estão muito ansiosos para saber o que vai acontecer. A primeira impressão que tiro de toda essa agonia é a seguinte: não faço a mínima idéia de como será minha história.
Escrito por Adalton às 15h19
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
|
Câmara debate sistema de segurança em ônibus
21/07/2005 18:15h
|
O sistema de segurança a ser implantado pela Prefeitura nos ônibus de Salvador, com câmeras e demais equipamentos que possibilitarão a transmissão de imagem em tempo real, foi debatido hoje (dia 21), em audiência realizada na Câmara de Vereadores. A nova tecnologia é considerada um reforço importante no leque de ações em andamento para inibir os assaltos constantes nos coletivos, aumentando a segurança dos usuários do sistema de transporte.
O projeto foi apresentado pelo representante da Aton Engenharia, João Pedro, empresa que ganhou a concorrência para a implantação do sistema. O superintendente de Transporte Público, Antônio Lomanto Netto, destacou que a tecnologia é mais abrangente, devendo ser utilizada como um mecanismo de gestão. Para Lomanto Netto, é importante a discussão do projeto, para que sejam apresentadas sugestões.
João Pedro explicou que as imagens serão transmitidas por satélite, através de sistema celular, para uma central de operações e pontos estratégicos, que poderão ser instalados nas próprias empresas de ônibus e em uma unidade da Polícia Militar. “Salvador será uma cidade pioneira na transmissão de imagens dentro de coletivos”, afirmou.
Além das câmeras, o sistema dispõe de um modem, e de duas antenas (GPS e celular), que transmitirão coordenadas geográficas e até 16 imagens por segundo. A reunião técnica foi coordenada pelo presidente da Comissão de Transportes da Câmara, vereador Jorge Jambeiro, que considerou excelente a exposição, afirmando que a cidade vai ganhar muito com a implantação do sistema. "A segurança passa a ser um fator primordial no sistema de transporte público, garantindo o respeito à vida de todos", avaliou.
Fonte: http://www.pms.ba.gov.br/noticias.php?codNot=939
Certo, agora eu realmente estou com medo do que pode vir por aí. O que será? Sinto-me um personagem de 1984 e do V de Vingança. É, Foucault estava certo.
Escrito por Adalton às 10h55
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Ontem peguei-me pensando sobre toda a mobilização estudantil em Vitória – ES contra o aumento das tarifas de ônibus e cheguei a uma linha de pensamento interessante: o poder que o ser humano tem de transformar as coisas a sua volta. Neste momento, fiz um movimento de rotação e olhei tudo ao meu redor, pensei sobre a cidade, o quanto transformamos ela, os prédios altos, os automóveis, as casas, os estabelecimentos comerciais, o céu, os aviões, enfim, a vida. Fiz um varredura mental, percebendo o quanto Salvador mudou em dez ano, fui um pouco mais longe, em vinte anos – sim, tenho fotos minha com dois anos de idade – e notei que as mudanças são gritantes. Tudo isso através de mãos humanas.
Então me pergunto: por que não utilizar essas mãos com enorme poder de transformação e mudar tudo em prol de algo comum a todos. Por que simplesmente as pessoas não se juntam aos estudantes na luta contra o aumento das tarifas de ônibus? Não, não estou dizendo para sairmos nas ruas dando uma de revolucionário, considerando-se que isso ocorre somente porque somente uma parte da "sociedade" procura buscar algo melhor, mas sim que liguemos, enviemos cartas às autoridades, que procurássemos debater com nossos representantes sobre os problemas e uma forma de saná-los.
O que proponho aqui, não é a ingressão em partidos políticos, mas sim um exercício de cidadania e "atiçar" a idéia de que não somos obrigados a aceitar tudo que nos impõem sem uma mera discussão.
Vocês já procuram entrar em contato com os vereadores que foram eleitos graças a nossa ajuda? Procuraram saber o que anda acontecendo na Câmara Municipal? Quais são os planos do nosso prefeito para os próximos quatro anos?
E então?
Escrito por Adalton às 09h23
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Há sete anos, durante o meu primeiro ano do ensino médio, em meio as aulas de literatura promovida por uma professora mui meiga, mas com caractéristicas que a fez ficar conhecida como "tartaruga ninja", eu conhecia Os Lusiadas. Na verdade, apenas passei a ter noção da existência desta epopéia, uma vez que toda a abordagem que tive foi traumática - primeiro ano, tudo era muito nova para mim.
E eis então que chega 2005 e tenho que me deparar novamente com a epopéia camoniana e então, repirando fundo, me debruçar na leitura e viajar junto com Vasco da Gama. Entretanto, existe aí todo um diferencial: sete anos. Sete anos de amadurecimento crítico, de diversas leituras de todo o processo que envolveu a expansão marítima, diversas leituras e conhecimento de diversos temas relativos a teoria da literatura e o que temos: uma enorme vontade de se ler mais atentamente Os Lusiadas.
Pois é, tem coisas que só o tempo pode fazer...
Escrito por Adalton às 23h01
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Stimmung
A cada espera por uma nova oportunidade de dizer o que penso, sou barrado por um não sei o quê de barreira que simplesmente me afasta de tudo aquilo que sinto e penso. Alguém normal entenderia toda esta situação como uma simples continuidade de todo um clico fragmentado em inúmeros pedaços. Toda aquela sensação de bem-estar que experimento assim que acordo, não passa de uma simples falsidade que cruelmente implanto no meu ser. Este é apenas um dos seus inúmeros e miseráveis dias. O que será desta vez? Não, não faça isso, não saia da cama, com certeza irá arrepender-se antes de por os pés no chão.
Talvez não seja hoje, talvez não seja amanhã, talvez nunca aconteça. O que importa é como você acorda.
Escrito por Adalton às 19h54
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Havaianas
Eu sempre gostei das havaianas. Nada das frescuras que ela tem se tornado de uns tempos para cá. A boa e simples havaianas.
Entretanto, hoje eu preciso dessas havaianas. Simplesmente são lindas!!!!


Escrito por Adalton às 18h45
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
V de Vingança

Logo quando começou toda a parafernália de boatos em relação a transposição do V de Vingança para o cinema, fiquei por demais animado, mais ainda por saber que o próprio Alan Moore estaria envolvido com a produção. Recentemente, o tio Alan brigou com a DC e agora o V de Vingança não irá contar com sua participação nos bastidores.
É, agora é rezar para ver no que vai dar.
Escrito por Adalton às 18h31
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Percebi um grande defeito na minha pessoa: eu simplesmente não leio o que escrevi. Mesmo que seja uma questão de prova.
Preciso mudar isso.
Escrito por Adalton às 05h55
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Coisas a se considerar
É público e notório que a pós-graduação em Letras na UFBA é uma das melhores do Brasil e com renome até no exterior. Essa grandiosidade da pós me faz pensar que muitos dos seus alunos levam ao pé da letra esse adjetivo hiperbólico e passam a considerar a graduação como um mero nada.
Esse pensamento não é único e exclusivamente de Letras, mas sim de diversos cursos por aí existentes. Isso resulta em um distanciamento da graduação com a pós que considero desnecessário. Acredito que ambos têm muito que aprender um com o outro e que, juntos, podem muito bem transformar o mundo. Ta, um pouco exagerado, mas quem pode dizer que isso não é possível?
Recentemente um aluno da pós-graduação de Letras da UFBA puxou conversa comigo no ônibus, eu não me lembrava de já tê-lo visto lá por letras, mas ele viu-me no segundo dia de comemoração do Bloomsday e James Joyce foi o alvo dessa conversa.
Horas mais tarde, como de costume, fiz a reflexão da conversa e cheguei a uma conclusão interessante: será que esse distanciamento da graduação e a pós não é feito, em sua maioria, pelos próprios alunos da graduação? Será que eles não se inferiorizam tanto a posto de se retraírem e nem conseguirem ao menos dizer um simples “oi, o que você estuda na pós?”?
É, São coisas a se considerar.
Escrito por Adalton às 05h53
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Uma festa típicamente portuguesa e blá, blá, blá e essa não é a hora de falar nisso. O que me faz realmente ter coragem de escrever estas poucas linhas foi esta simples foto que achei em um site que não me lembro mais qual é. O fato é que esta imagem me traz boas recordações das festas de São João da escola.
Apesar de todo o clima festivo que traz, de fraternidade, integração e tudo mais, não me recordo de estar cem por cento feliz. Sempre existia algo ou alguém para estragar o meu dia, o meu momento. Acho muito difícil eu ter uma idéia esperançosa sobre essa dara. Hoje o que me assusta é que às vezes eu mesmo sou o estraga prazeres desse momento que deveria ser somente alegria. Ou será que estou errado? Ou tudo não passa de uma mera neorotização das coisas?
Escrito por Adalton às 22h48
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Personagem de ficção
-Definitivamente você não existe.
-Como assim?
-É, isso mesmo! Você simplesmente é um personagem de ficção, criado da mente de algum ser insano que te colocou como modelo de alguma coisa que não existe.
-Certo. E qual é o motivo de tudo isso?
-Ora! Você simplesmente dorme com duas mulheres lindas e não acontece nada, suas colegas de curso ficam flertando contigo e você nada, recebe cantadas mais do que explicitas na faculdade e você simplesmente nada. A única coisa que me faz pensar que você não é gay é o seu namoro. E como você consegue manter um namoro durante tanto tempo?
-Tá, então sou um ser fictício só por causa disto?
-É!
-E isso é bom?
Categoria: Diálogos interessantes..
Escrito por Adalton às 18h52
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
A estrada não está muito clara, embassada, uma névoa atrapalha a visão. Talvez tudo não passe de uma simples alucinação, talvez eu não consiga enxergar o obvio. Então, quem está com a razão? O que fazer finalmente?
Escrito por Adalton às 21h59
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
Olhe, se eu fosse muito sacana registraria logo esse termo que é tão caracteristico da minha pessoa. Mas sabe como é, né? Sou um estudante de Letras e então tenho que valorizar a variação lingüística... Mas que eu fui uma das primeiras pessoas a dizerem "bala" por aí fora, isso sim...
Vou colocar aqui somente um treço de uma matéria que saiu no site do A Tarde deste domingo: Marla Barata, universitária, já comemorou a data um dia antes. “É bala (sic). Houve um ano em que eu e meu ex-namorado fomos ao Museu de Arte Moderna, ver o pôr do sol. Depois jantamos e fomos para um cineminha”. Com dez anos de experiência em comemorar Dia dos Namorados “sem estresse”,
Tá, fazer o quê, né?
Escrito por Adalton às 22h35
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |

 |
| |
As fotografias no mural já começaram a desbotarem. Não imaginava que já fazia tanto tempo desde que olhara para ela. A música lenta e deprimente acalenta o meu espirito, o vinho torna o momento mais tragável. Tudo não passa de meras divagações existênciais a respeito do nada. A incrivel jornada que percorres nada mais é do que uma insignificante tentativa de se tornar alguém, só que para isso, tens que admitir que és um zero a esquerda e isso porque queres assim. A verdade, caro gafanhoto, está dentro de ti, a partir do momento que admitir que não possui coragem para questionar e então perceberá de onde vem a sua insatisfação por não saber argumentar. É, você é um nada, um mero e completo nada, pois nem coragem para continuar escrevendo você tem e então não há nada que eu possa fazer por você.
Escrito por Adalton às 12h16
[]
[envie esta mensagem]
|
|
 |


|